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Internacional

24/08/2020 às 11h05 - atualizada em 24/08/2020 às 11h09

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Redação

Cotia / SP

Polícia dos EUA atira em homem negro na frente dos filhos e gera nova onda de protestos
Americano identificado como Jacob Blake levou vários tiros dentro de seu próprio carro; ele está internado em estado grave
Polícia dos EUA atira em homem negro na frente dos filhos e gera nova onda de protestos
Jacob Blake foi baleado pela polícia da cidade de Kenosha, no estado norte-americano de Wisconsin – Foto: Reprodução/Twitter

A polícia da cidade de Kenosha, no estado norte-americano de Wisconsin, atirou em um homem negro pelas costas enquanto ele caminhava em direção ao seu carro. Câmeras filmaram o momento em que agentes disparam pelo menos sete vezes contra Jacob Blake, de 29 anos.


O caso aconteceu por volta das 17 horas (hora local) de domingo (23) enquanto os oficiais respondiam a um “incidente doméstico”. Após os disparos, a vítima foi imediatamente levada para um hospital, de acordo com um comunicado divulgado pelo departamento de polícia da cidade. Ele foi levado para o Hospital Froedtert, em Milwaukee, e está internado em estado grave.


Nas imagens, a vítima aparece se afastando dos policiais. Quando ele abre a porta do carro, um policial agarra sua camiseta e começa a atirar várias vezes. É possível ouvir sete disparos no vídeo.


Protestos


Protestos contra a violência policial eclodiram no estado americano de Wisconsin após o caso deste domingo. O governador de Wisconsin, Tony Evers, se pronunciou sobre o que aconteceu com Jacob Blake. Em publicações no Twitter, ele citou os casos de George Floyd e Breonna Taylor para ressaltar que apoia os movimentos que buscam “justiça, equidade e responsabilidade pelas vidas negras” dos Estados Unidos.


Postagens nas redes sociais mostraram grandes multidões marchando pelas ruas e jogando coquetéis molotov e tijolos contra a polícia. As autoridades responderam com a imposição de um toque de recolher em toda a cidade até às 7h desta segunda-feira (24).


“Embora não tenhamos todos os detalhes ainda, o que sabemos com certeza é que ele não é o primeiro homem negro ou pessoa a ser baleada, ferida ou impiedosamente morta nas mãos de indivíduos que fazem cumprir a lei em nosso estado ou ou país”, escreveu Evers.


(Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)

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