11/07/2020 às 11h35
Redação
Cotia / SP
Para conceder prisão domiciliar a Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), João Otávio de Noronha, contrariou suas próprias decisões dadas em outras ocasiões.
Desde o início da pandemia do novo coronavírus, que provoca a Covid-19, ele negou habeas corpus a pelo menos quatro investigados que pediam a soltura por motivos de saúde, como fez a defesa de Queiroz, que obteve decisão diversa à dos demais.
A decisão contraditória, que concedeu prisão domiciliar ao amigo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), abriu precedentes para questionar outras decisões e grupos têm pedido que o tribunal libere todos os grupos de risco.
Noronha concedeu ainda a prisão domiciliar da esposa de Queiroz, Márcia Aguiar, que é considerada foragida pela Justiça desde o dia 18 de junho, quando seu marido foi preso preventivamente em Atibaia (SP), em um imóvel que pertence a Frederick Wassef, advogado do presidente da República.
Em sua decisão, o ministro afirmou em que Márcia deveria ser contemplada para cuidar do marido. Vale lembrar que o presidente do STJ é apontado como um dos candidatos a uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) que terá indicação de Bolsonaro. Com informações da Folha de S.Paulo.
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