29/04/2020 às 11h47 - atualizada em 29/04/2020 às 11h56
456
Redação
Cotia / SP
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (29) mostra que o apoio a um isolamento social amplo para conter o coronavírus divide a população brasileira.
Segundo o levantamento, pela primeira vez desde o início da pandemia, há empate técnico entre os que defendem a volta ao trabalho dos que estão fora dos grupos de risco e os que apoiam a permanência deles no isolamento. São considerados grupos de risco para a Covid-19 idosos e pessoas com comorbidades como cardiopatia, diabetes e doença renal.
A proporção de brasileiros que defendem que as pessoas fora dessa categoria deveriam sair para trabalhar passou de 37%, no início de abril, para 41% em 17 de abril e para 46% na pesquisa realizada nesta segunda-feira (27).
Já os que apoiam o isolamento amplo, inclusive de quem está fora dos grupos de risco, passaram de 60% no início de abril para 56% no dia 17 e, agora, para 52%.
A adoção da quarentena apenas para idosos e pessoas nos grupos de risco é defendida pelo presidente Jair Bolsonaro sob a alcunha de “isolamento vertical”. O governo, no entanto, até o momento não apresentou nenhum estudo que embase a medida.
A posição, contrária à defendida pelo Ministério da Saúde, levou à demissão do ministro Luiz Henrique Mandetta no último dia 16. Seu sucessor, Nelson Teich, defende um equilíbrio entre as medidas de proteção à saúde e de retomada da economia e anunciou que a pasta fará uma nova diretriz para localidades que queiram abrandar o isolamento ou abandoná-lo.
Não por acaso, o apoio à volta ao trabalho de quem não está em grupo de risco é consideravelmente maior entre os que avaliam o governo Bolsonaro como ótimo/bom (67%) do que entre quem o considera ruim/péssimo (26%).
O apoio ao isolamento seletivo é maior entre os mais ricos —58% dos ganham mais de dez salários mínimos defendem essa posição, contra 44% dos que recebem até dois.
Os mais ricos são também são aqueles que mais cumprem a quarentena, com índice de 71% (56% dizem sair só quando inevitável e 15%, nunca).
Nessa análise do comportamento individual em relação ao isolamento, a pesquisa mostra estabilidade em relação às anteriores, dentro da margem de erro. Declaram estar totalmente isolados 16% dos entrevistados, e 53% só saem de casa quando inevitável.
O Datafolha entrevistou na segunda-feira por telefone 1.503 brasileiros adultos com celular em todos os estados do país. A margem de erro é de três pontos percentuais.
0 comentários
Há 19 horas
Guarda Civil impede roubo de mais de R$ 116 mil em medicamentos e prende dupla em flagrante em CotiaHá 20 horas
Dezenove anos após banho, Messi reencontra Yamal em final históricaHá 20 horas
Campeonato Municipal de Futebol de Campo começa em agosto com 140 equipes e 3 mil atletasHá 2 dias
Parceria com Academia do Turismo garante cursos gratuitos de qualificação profissionalHá 2 dias
Brasil diz que não há justificativas para tarifas impostas pelos EUA