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Cotia

28/04/2026 às 19h49 - atualizada em 18/05/2026 às 20h49

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Redação

Cotia / SP

Kart Terapia leva emoção, inclusão e sensação de liberdade às pessoas com deficiências
Na quarta edição do projeto 80 participantes, entre crianças, jovens e adultos com deficiência física e intelectual, participaram da atividade
Kart Terapia leva emoção, inclusão e sensação de liberdade às pessoas com deficiências
Fotos: Juliano Barbosa

Emoção no ar, olhinhos brilhando, sorrisos largos e o vento no rosto — ainda que em velocidade moderada. O Pequeno Cotolengo de Dom Orione foi palco, no domingo (26), de uma experiência que ultrapassou qualquer definição técnica: a quarta edição do projeto Kart Terapia.


Fruto de uma parceria entre a Secretaria da Mulher, Inclusão e Neurodiversidade de Cotia e o piloto Gene Fireball, o projeto permite que pessoas com deficiência — inclusive cadeirantes — vivenciem a experiência de andar em karts adaptados, em um circuito pensado para acolher, emocionar e incluir de verdade.


Nesta edição, 80 participantes, entre crianças, jovens e adultos com deficiência física e intelectual, participaram da atividade. Entre eles, internos do Cotolengo e moradores da comunidade, todos unidos por uma mesma expectativa: sentir, nem que por alguns minutos, a liberdade de acelerar.


Acostumado com altas velocidades nas pistas, Gene Fireball e sua equipe fizeram o movimento inverso: desaceleraram. Os karts adaptados percorrem o circuito a cerca de 10 a 20 km/h. Mas quem acha que isso diminui a experiência claramente nunca viu a vibração de quem participa. A emoção não depende do velocímetro.


A largada simbólica ficou por conta do prefeito de Cotia, Welington Formiga, que reforçou o compromisso da gestão com políticas públicas inclusivas. “A Kart Terapia é muito mais que kart adaptado para pessoas com deficiência, é amor puro”, afirmou.


Joelma Aparecida esperou mais de duas horas na fila. Tempo suficiente para testar a paciência de qualquer um. Mas ali, o relógio parecia outro. Quando finalmente entrou na pista, não teve dúvida: “Eu queria extravasar”. E conseguiu. “A sensação foi de liberdade”, contou, ainda com o sorriso aberto, daqueles que falam antes das palavras.


No fim, ninguém saiu igual. Nem quem participou, nem quem assistiu.


 

FONTE: Secom/Cotia

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