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Política

02/03/2023 às 10h23 - atualizada em 02/03/2023 às 10h27

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Redação

Cotia / SP

Patriota expulsa vereador de Caxias do Sul por fala xenóbofa contra baianos
Sandro Fantinel fez um discurso pedindo para que as empresas vinícolas da região não contratem mais “aquela gente lá de cima”
Patriota expulsa vereador de Caxias do Sul por fala xenóbofa contra baianos
Vereador Sandro Fantinel - Foto: Câmara Municipal de Caxias do Sul

O episódio de trabalho escravo registrado na semana passada em Bento Gonçalves continua repercutindo na Serra Gaúcha. O partido Patriota comunicou a expulsão do vereador Sandro Fantinel, que, na Câmara Municipal de Caxias do Sul, fez um discurso pedindo para que as empresas vinícolas da região não contratem mais “aquela gente lá de cima”, em referência aos baianos, e propôs estabelecer uma nova cadeia de contratação de mão de obra com os argentinos. Os contratados do país vizinho, segundo Fantinel, “seriam mais limpos, trabalhadores e corretos”.


O partido, diante da repercussão negativa do discurso e da repercussão que o caso está tomando, expulsou o vereador por considerar a manifestação “desrespeitosa e inaceitável, e que ataca os direitos constitucionais assegurados à dignidade humana, à igualdade, ao decoro, à ordem e ao trabalho”.


O vereador em questão concedeu entrevista antes do anúncio de sua expulsão tentando justificar o teor do seu pronunciamento. Afirmou o que só citou a Bahia porque a maioria dos trabalhadores subjugados veio do estado nordestino, e que se viessem de Santa Catarina, falaria do estado sulista também. O seu único arrependimento é ter dito que “a única cultura que os baianos têm é viver na praia tocando tambor”.


Em depoimento à RBS TV, ele disse que a sua intenção era alertar os agricultores da região para não caírem em um suposto golpe de pessoas que aproveitam determinadas situações para criarem um ambiente de exploração e trabalho escravo.


Já o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, disse que esta manifestação “não representa o pensamento do povo gaúcho”, e considerou o posicionamento como “xenófobo e nojento”.


O dano causado pelo episódio da semana passada repercute diretamente nas três principais empresas vinícolas da região. A Salton, a Aurora e a Cooperativa Garibaldi foram suspensas das atividades da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), órgão ligado ao governo federal que promove empresas nacionais.


A Apex informou que suspendeu a participação das três empresas em quaisquer iniciativas apoiadas pela agência, como feiras, missões comerciais e eventos promocionais até que as investigações das autoridades competentes sejam concluídas.

FONTE: Agência Brasil

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