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Política

11/02/2022 às 10h49 - atualizada em 11/02/2022 às 10h56

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Redação

Cotia / SP

‘Gabinete do ódio’ é usado por milícia digital para atacar democracia, diz PF
Acusado de espalhar desinformação, grupo tem atuação até dentro do Planalto
‘Gabinete do ódio’ é usado por milícia digital para atacar democracia, diz PF
Tércio Arnaud Tomaz, assessor especial da Presidência da República - Foto: Redes Sociais

Em manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal (PF) afirmou que o chamado “gabinete do ódio”, que tem assento no Palácio do Planalto e é formado por auxiliares do presidente Jair Bolsonaro, é usado por uma milícia digital para promover ataques às instituições e à democracia.


Segundo o jornal O Globo, estas informações constam no relatório parcial enviado pela delegada Denisse Ribeiro ao Supremo. “Identifica-se a atuação de uma estrutura que opera especialmente por meio de um autodenominado ‘gabinete do ódio’: um grupo que produz conteúdos e/ou promove postagens em redes sociais atacando pessoas (alvos) – os ‘espantalhos’ escolhidos – previamente eleitas pelos integrantes da organização, difundindo-as por múltiplos canais de comunicação, em atuação similar à já descrita outrora pela Polícia Federal, consistente no amplo emprego de vários canais da rede mundial de computadores, especialmente as redes sociais”, diz a PF, descrevendo o grupo investigado por disseminar desinformação nas redes.


Também no relatório, a PF afirma que a organização criminosa foi usada para disseminar notícias falsas a respeito de medicamentos ineficazes contra Covid-19, o chamado “tratamento precoce” ou “kit covid”. “A análise em curso aponta também para existência de eventos que, embora não caracterizem por si tipos penais específicos, demonstram a preparação e a articulação que antecedem a criação e a repercussão de notícias não lastreadas ou conhecidamente falsas a respeito de pessoas ou temas de interesse. Como exemplo, entre outros, pode-se citar a questão do tratamento precoce contra a COVID-19 com emprego de hidroxicloroquina/cloroquina e azitromicina, bem como a menção à elaboração de dossiês contra antagonistas e dissidentes, inclusive com insinuação de utilização da estrutura de Estado para atuar ‘investigando todos’”, diz a PF.


Ainda de acordo com o jornal, a relação do próprio presidente com a suposta milícia digitou também passou a ser investigada, após os agentes observarem que o modus operandi de disseminação de notícias falsas sobre urnas eletrônicas pelo mandatário é parecido ao usado pelo grupo. 

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