11/03/2021 às 14h16
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Redação
Cotia / SP
O governo de São Paulo decidiu colocar todo o Estado de São Paulo na chamada fase emergencial do Plano São Paulo, durante 15 dias, no período de 15 a 30 de março. A fase emergencial é mais restritiva que a atual fase vermelha, na qual está atualmente todo o Estado desde o último dia 6 deste mês.
Com a decisão, o governo estadual aumentou as restrições das medidas para 14 atividades que eram consideradas como essenciais e que estavam funcionando na atual fase vermelha.
Conforme o Estado, os setores afetados com mais restrições são: escritórios, call-center, jurídico e atividades administrativas; estabelecimentos comerciais; administração pública; restaurantes, bares e padarias; transporte coletivo e individual; educação (básica, fundamental e médio); comércio para eletrônicos; tecnologia; comércio para materiais de construção; ensino superior e outros ramos de educação; supermercados e similares; hotelaria; esportes, e telecomunicações.
Além disso, durante esses 15 dias, as lojas de materiais de construção, as celebrações religiosas e as atividades esportivas não poderão funcionar de forma coletiva, e os serviços de retirada de todos os setores passarão a ter restrições completas. Nos órgãos públicos, escritórios e demais atividades administrativas, que não são consideradas essenciais, deverão funcionar com teletrabalho obrigatório, entre outras medidas.
Além disso, não estará mais autorizada a entrega de alimentos e produtos ao cliente no estabelecimento comercial. E ficará permitida somente serviços de drive-thru (entre 5h e 20h) e delivery 24h para restaurantes e outros estabelecimentos comerciais.
Também ficará proibido, a partir do próximo dia 15, proibição do uso de praias e parques; proibição completa de qualquer aglomeração, e uso de máscara em todos os ambientes, internos e externos. O toque de recolher continua valendo no horário das 20h às 5h diariamente.
A fase emergencial do Plano São Paulo também recomenda o escalonamento do horário de entrada no trabalho para evitar aglomerações no transporte público, sugerindo três horários de jornadas: das 5h às 7h para trabalhadores da indústria; das 7h às 9h para os do setor de serviços, e das 9h às 11h para os trabalhadores do comércio.
As mudanças foram divulgadas durante entrevista coletiva de imprensa, às 12h45, pelo governador João Doria (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.
Mudanças também na Educação
As medidas mais restritivas atingem também a área da Educação pública e privada. Todas as escolas da rede estadual continuam abertas, mas somente para oferecer alimentação e entrega de materiais pedagógicos aos alunos, com agendamento prévio.
Além disso, o governo estadual antecipou para o período de 15 a 28 de março os dois recessos anuais que ocorrem durante o ano letivo na rede estadual de ensino, que ocorrem nos meses de abril e outubro.
Já para as redes municipais e privadas de ensino, o governo estadual recomenda que quem puder escolher que prefira o ensino de forma remota. As escolas municipais e particulares podem continuar oferecendo o ensino presencial, mas com o atual limite de 35% da capacidade, e com o mínimo de atividades possíveis.
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