30/01/2024 às 20h20 - atualizada em 02/02/2024 às 11h06
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Redação
Cotia / SP
Para falar sobre luta por direitos, respeito, empregabilidade, cidadania, conscientização e fortalecimento da busca por uma sociedade mais acolhedora, tolerante e diversa, a Secretaria dos Direitos Humanos, Cidadania e Mulher e a Secretaria da Saúde de Cotia realizaram uma programação em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, lembrado nessa segunda-feira (29/01). O evento também marcou as comemorações dos 20 anos em que a data foi instituída. O dia ratificou o compromisso da administração municipal com o combate ao preconceito e à discriminação contra as pessoas trans e travestis.
A programação foi mediada pela secretária dos Direitos Humanos, Cidadania e Mulher, Olympia Navasques, e pelo coordenador do Núcleo de Atendimento às Pessoas Trans e Travestis e do SAE/CTA, Nélio Girardo. O médico responsável pelo Núcleo Trans, Paulo Bafile, também participou do evento e explicou sobre os serviços prestados no local.
O evento teve roda de conversa e o psicólogo do Núcleo Trans, Pedro Henrique Jardim, propôs reflexão sobre cidadania e respeito a fim de oferecer o fácil acesso ao emprego e à retificação na certidão de nascimento de pessoas trans, por exemplo. Foram levantados pontos socioeconômicos e políticos que pessoas transexuais enfrentam na luta por direitos, por acesso à educação, à saúde e, principalmente, ao mercado de trabalho.
A vice-prefeita e idealizadora do Núcleo Trans em Cotia, Ângela Maluf, participou do evento por meio de vídeo e lembrou que a sua instalação já mostrou que o poder público está comprometido com o respeito à diversidade. “Hoje nós trazemos um leque de profissionais [dentro do Núcleo Trans], e eu estou muito feliz por esta conquista [...]. Esta é uma questão de uma gestão humanizada e uma questão de preservar todas as pessoas e o respeito por todas elas”, disse.
“A criação do núcleo tem muito do trabalho da vice-prefeita, Ângela Maluf. Ele [o Núcleo Trans] foi criado, justamente, para conquistar o direito, não só aquele garantido na constituição, mas o direito à dignidade, à saúde e às políticas públicas através de um único espaço”, disse Olympia Navasques.
A programação contou ainda com uma palestra de Bia Diniz, fundadora e diretora da ONG Cruzando Histórias, que fortaleceu ainda mais as questões pela luta por direitos, o combate às violências e os desafios que colocam a vida desta parcela vulnerável da sociedade em risco. Em seguida, todos prestigiaram a mensagem em vídeo de Maitê Schneider, Cofundadora do projeto TRANSEMPREGOS.
E para encerrar, Nélio Girardo e Paulo Bafile fizeram uma apresentação musical com ‘O que é, O que é?’, de Gonzaguinha. O público cantou em coro: [...] ‘Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. Ah meu Deus! Eu sei, eu sei que a vida devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita, é bonita, é bonita e é bonita [...]’
Sobre o dia 29 de janeiro
Em 2004, ativistas travestis, transexuais e transgêneros realizaram, com o apoio do Ministério da Saúde, a primeira campanha “Travesti e Respeito” contra a transfobia no Brasil no Congresso Nacional. A campanha foi criada com o objetivo de sensibilizar educadores, profissionais de saúde e visibilizar a cidadania e autoestima de travestis e transexuais. Em nível internacional, a visibilidade trans é celebrada no dia 31 de março. Fonte: Portal Politize!
FONTE: Secom/Cotia
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