04/02/2020 às 15h40
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Redação
Cotia / SP
Dados do Departamento de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde de Cotia mostram que moradores de 50% dos imóveis visitados pelos agentes de saúde que trabalham no combate ao Aedes aegypti não abrem as portas de suas casas para a inspeção e eliminação de possíveis focos do mosquito (vetor de doenças como dengue, zika, febre amarela e chikungunya).
“A recusa à visita é a nossa maior dificuldade no trabalho de fiscalização e orientação dos moradores, mas temos também problemas com acumuladores de lixo, reciclagem sem o mínimo de cuidado, entre outros”, disse Páscoa Bichiato, coordenadora da Vigilância Ambiental. De acordo com ela, os problemas são encontrados tanto em residências quanto em estabelecimentos comerciais. “Quando encontramos problemas, o morador é orientado e notificado para as providências cabíveis, mas, quando voltamos, o problema persistir”, completou.
O município tem a Lei 1.930/2016 que, entre outros, prevê a possibilidade de entrada forçada a imóveis que apresentem riscos para a saúde pública cujos moradores recusam a fiscalização ou estão ausentes. A lei prevê, inclusive, advertência, multa e até inutilização do imóvel, no caso de desrespeito à legislação. “A lei veio para somar aos esforços, mas a sua aplicação demanda tempo, pois precisa ser lavrado um auto de infração, a visita tem que ser programada com a Guarda Municipal, o ideal é que o morador, voluntariamente, entenda a importância do nosso trabalho”, salientou Páscoa
Atualmente, Cotia conta com 14 agentes de saúde que fazem a visita casa a casa, de segunda a sexta-feira e, aos finais de semana, são 50 agentes na rua. O objetivo da intensificação aos finais de semana, de acordo com Páscoa, é encontrar as pessoas que trabalham. “Os agentes que atuam durante a semana priorizam os bloqueios de casos notificados, fazem inspeção de pontos estratégicos e de imóveis especiais, além de atenderem denúncias”, explicou Páscoa.
A Vigilância Ambiental também faz a distribuição de material educativo e de telas para caixas d’água, gratuitamente. “Os trabalhos são permanentes, as orientações, a disponibilização de formas para evitar focos do mosquito, mas a população precisa se colocar como agente de combate também”, alertou a coordenadora.
Dados do Sistema de Informação Nacional de Agravos de Notificação (Sinan) mostram que o número de casos confirmados em Cotia saltou de 1 (um), em 2018, para 77, em 2019, sendo 61 casos autóctones e 16 importados. “Os esforços contra o mosquito são permanentes e contamos com a participação de todos contra o mosquito. Temos um eficiente sistema de notificação de casos suspeitos e as ações de bloqueio são imediatas”, disse Magno Sauter, secretário de Saúde.
FONTE: Secom/Cotia
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