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Cotia

03/02/2023 às 12h03 - atualizada em 09/02/2023 às 15h02

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Redação

Cotia / SP

Representantes religiosos falam de saúde mental no encerramento do ‘Janeiro Branco’
Durante as palestras, eles falaram da contribuição que cada segmento religioso dá às pessoas
Representantes religiosos falam de saúde mental no encerramento do ‘Janeiro Branco’
Fotos: Vagner Santos

Na tarde da terça-feira (31/01), a Prefeitura de Cotia, por meio das Secretarias dos Direitos Humanos, Cidadania e Mulher, Desenvolvimento Social e Saúde, realizou o fechamento do movimento ‘Janeiro Branco’ que aborda cuidados com a saúde mental. A programação contou com palestras de lideranças religiosas que discursaram sob a temática ‘Saúde mental na perspectiva das religiões’.


Na abertura, a vice-prefeita e titular dos Direitos Humanos, Cidadania e Mulher, Ângela Maluf, falou sobre os desafios que rodeiam o tema e sobre como ainda existem grandes barreiras a serem transpostas. “Falar de nossas dores é sempre difícil [...]. A saúde mental é um departamento sensível, não vemos a ferida e é difícil encontrar alguém que nos ouça. Acredito na palavra, no amor, na ciência e é por isso que trouxemos este elenco de pessoas sábias para falar sobre a dor humana”, disse.


Durante as palestras, os líderes religiosos falaram da contribuição que cada segmento religioso dá às pessoas: aconselhamento, acolhimento, escuta e encaminhamento para atendimento médico. “Há muito tabu, equívoco ao lidar com saúde mental. [...] Saúde mental também é nossa [da igreja] causa e as causas do desiquilíbrio, quem sabe disso é a ciência. Fé e ciência se completam”, disse o Padre Mauro Ferreira, pároco da Igreja de Nossa Senhora do Monte Serrate (Matriz) e Coordenador da região Cotia.


Mãe Ofá, autoridade religiosa do candomblé Congo/Ângola, representando a Renafro, Intecab e Mulheres do Axé também deixou a sua contribuição. “Peço atenção para que as ações do ‘Janeiro Branco’ não terminem neste 31/01. [...]. Na pandemia tivemos aumento de doenças mentais e suicídios, maioria pretos e jovens, masculino, de 10 a 29 anos, segundo o Ministério da Saúde. Poder público e casas de religiões devem cuidar destas pessoas”, avaliou.


Ao fazer o uso da palavra, o Pastor Fabrício Leiva, da Igreja O Brasil para Cristo, Caucaia do Alto/Cotia, dividiu a sua experiência de vida, dependência química e como a religião o ajudou. “Saúde mental se mistura com a minha história. Tenho 26 anos de recuperação das drogas. [...] é importante o psico, o social e o espiritual para olharmos para o ser humano como um todo e termos sucesso”, disse.


O Mestre Hui Li, do Templo Zu Lai Cotia, falou sobre a experiência do budismo em relação à saúde mental. “No budismo é imprescindível cuidar da mente e a prática mais comum para isso é a meditação, que limpa e organiza a mente para nos dar capacidade de enxergarmos a vida e as coisas como são”, comentou.


Madalena Oliveira Belucci, Presidente da Associação Espírita Atitude de Amor, falou sobre saúde mental na ótica da doutrina espírita. “Temos escuta, acolhimento, esperança e motivação trazidos pela fé. Mas não substituímos a psicologia. A fala é mecanismo de auto cura, mas não substitui a ciência. Quem é atendido em nossa assistência espiritual também é orientado de que ela não dispensa a assistência médica”, afirmou.


Para encerrar, Fábio Maganha e Felipe Galdino, do Raízes Ubuntu, fizeram uma apresentação musical.


O que é Janeiro Branco?


‘O Janeiro Branco é um movimento social dedicado à construção de uma cultura da Saúde Mental na humanidade. É, também, o nome do Instituto que coordena esse movimento. O seu objetivo é chamar a atenção dos indivíduos, das instituições, das sociedades e das autoridades para as necessidades relacionadas à Saúde Mental dos seres humanos. Uma humanidade mais saudável pressupõe respeito à condição psicológica de todos!’ – fonte www.janeirobranco.com.br.

FONTE: Secom/Cotia

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