03/03/2022 às 10h52
Redação
Cotia / SP
Assim começa o último vídeo postado pelo presidente da Ucrânia em sua página no Telegram: "Somos a nação que destruiu os planos do inimigo em uma semana. Planos que foram construídos por anos". Na gravação, Volodymyr Zelensky afirma que os soldados russos não conseguirão nada na Ucrânia nem terão momentos de paz.
"Eles [os invasores] não terão comida. Eles não terão nenhum momento de paz. Eles receberão apenas a rejeição feroz dos ucranianos. Quase 9 mil russos foram mortos em uma semana. A Ucrânia não quer ser coberta por cadáveres de militares. Vão para casa! Digam para os seus comandantes que vocês querem viver", apelou aos soldados russos.
Ontem (2), o Ministério da Defesa da Rússia divulgou que 498 soldados russos foram mortos e 1.597 ficaram feridos desde o início da operação militar de Moscou no país vizinho.
O presidente ucraniano disse ainda que, apesar de a Rússia ter um quantitativo dez vezes maior, a moral do inimigo está se deteriorando. "Mais e mais invasores estão voando de volta para a Rússia. Ucranianos estão abatendo o inimigo inclusive sem armas. Eu sinceramente admiro os cidadãos heroicos que não deixam os invasores [entrarem nas cidades] fazendo bloqueios nas ruas".
Zelensky afirmou que os soldados russos entram em pequenos mercados atrás de comida e são expulsos por cidadãos ucranianos. "Eles são crianças confusas que foram usadas. Levem eles de volta para casa", disse.
O mandatário da Ucrânia também afirmou que, durante o dia de negociações com a coalizão anti-guerra, conversou com chefes de governo da Noruega e de Israel, com o presidente do Cazaquistão, com o emir do Catar, com o presidente do Conselho Europeu, com o primeiro-ministro do Canadá e com o presidente da Polônia. Ele comemorou o resultado da Assembleia da ONU, que aprovou ontem uma resolução que exige que a Rússia retire as tropas da Ucrânia.
Mais de um milhão de ucranianos já deixaram o país, o equivalente a 2% da população. Mais da metade deles foi para a Polônia. Segundo as Nações Unidas, essa é uma crise sem precedentes neste século. A ONU estima que outros 4 milhões de ucranianos ainda podem deixar o país.
FONTE: Agência Brasil
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